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"Entrada ao xardín do saber" en Rodeira





Só teño palabras de agradecemento para cantas persoas fixeron posíbel que a miña última novela, Entrada ao xardín do saber, fose motivo de lectura e posterior conversa no Club de Lectura do ies de Rodeira en Cangas. O día 6 de abril, e auspiciado por este dinámico grupo de persoas encabezado por Mª. Xosé Jiménez, tivemos oportunidade de falar distendidamente acerca desta miña obra. Debo recoñecer que a publicidade que se puido ter realizado no seu día polas diferentes feiras do libro de Galiza (Monforte, Ribadeo, Viveiro, Ferrol, A Coruña, Pontevedra, Compostela...), alén das redes sociais, o boca a boca, etc. teñen obrado a maxia de poder ter chegado até ben lonxe, dado que a novela carece do mínimo amparo dunha editora de renome e, en consecuencia, das canles de difusión de que elas dispoñen. 


Antóllasenos, xa que logo, unha razón de peso máis que relevante o xeneroso convite feito, e ao que de ningunha maneira nos podiamos ter negado, de modo que nos desprazamos até Cangas para así poder gozar dunha agradabilísima tertulia rodeado dunhas ben atentas lectoras (utilizo o feminino, pois tan só dous homes fixeron parte do grupo de tertulianos) que non dubidaron un instante en preguntar sobre diferentes aspectos da narración, de maneira que a charla, que transcorreu distendidamente, voou por encima dos máis variados temas. Hildegart e Aurora Rodríguez Carballeira, Vicente Risco e Henrique de Sas, obviamente, foron albo do seu interese, mais non só, xa que moitos outros aspectos (a euxenesia, a situación sociopolítica no tempo da República, os medos de Vicente Risco, as descricións das cidades, etc.) foron saíndo de camiño.

Máis unha vez, logo, quero reiterar desde aquí o meu sincero agradecemento ao Club de Lectura do ies de Rodeira de Cangas. E é que labores como o seu son os que realmente serven para afianzar e espallar o interese pola lectura, e os que fan por abrir camiños a todo tipo de libros, mesmo os que non acostuman transitar polas sendas habituais que as editoras convencionais usan. 

Obrigadísimo. 


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