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Matemos a lingua menos prezada

 https://diariodeferrol.opennemas.com/media/diariodeferrol/files/2020/12/27/Nordesia%2027-12-20.pdf


No meu #termardoleme do suplemento #Nordesía do Diario de Ferrol non puiden evitar as palabras ofensivas, o libelo tan maiúsculo e carente de rigor, que #vargasllosa proferiu nun artigo pubicado en #ElPaís no pasado 6 de decembro, titulado "La lengua oculta", sobre as linguas que rodean o ámbito da española, quer aquí, quer en Sudamérica.


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Estamos perante a novela com a que, na prática, Camilo Castelo Branco se vai estrear no caminho do romance. Com antecedência já tinha publicado Maria não me mates que sou tua mãe (1848), de caráter marcadamente folhetinesco e baseado num facto ocorrido em Lisboa no ano 1848. Em Anátema (1851) recolhem-se já os elementos basilares que irão marcar a maneira de escrita do autor trasmontano. Tudo quanto se verte para este primeiro romance, vê-lo-emos, em maior ou menor medida, refletido posteriormente na obra estelar camiliana, quer dizer, no seu Amor de perdição . É interessante vermos como se explicita (cap. XVI) o sentido do título do romance nesta passagem em que fala o padre de Vilamarim, Carlos da Silva:  —[...] Há um sangue inocente, que transuda a pedra do túmulo! Há um grito de vingança, que quer uma longa expiação de lágrimas! Há um ANÁTEMA de conjuração diabólica que vai até à última geração de uma família como um rastilho de sangue! Numa

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