O pasado 16 de xullo tivemos ocasión de ser entrevistados para o Diario Cultural da Radio Galega. O motivo, a nosa última novela, "Entrada ao xardín do saber". Ás boas críticas colleitadas até o momento, como as de Vicente Araguas e Ramón Nicolás, debemos agora acrecentar a xenerosa reportaxe feita por Ana Romaní. O resultado do programa xulgámolo do máis satisfactorio, tanto polo tipo de cuestións con que foi levando a entrevista como pola delicada música coa que foi enmarcada. Agradecidos, pois, a Ana Romaní, directora do programa, así como ao resto do equipo polo seu eficiente labor. Velaquí o podcast: http://www.crtvg.es/rg/podcast/diario-cultural-diario-cultural-do-dia-16-07-2014-853641#
Capa do romance "Equador" 1.- ARGUMENTO : Luís Bernardo Valença pertence à alta burguesia lisboeta. Seu pai deixa-lhe em herança a posição de sócio principal de uma companhia de navios que fazem diferentes rotas comerciais. Estamos a falar da Companhia Insular de Navegação, encarregada de transportar cargas e passageiros entre a ilha da Madeira, as Canárias, o arquipélago dos Açores e o Cabo Verde. A vida do homem é regalada, despreocupada, entregue ele às reuniões e tertúlias com pessoas da boa sociedade lisboeta. Goza da amizade, por exemplo, de Bernardo de Pindela, conde de Arnoso, o qual faz parte do grupo de “Os Sobreviventes”, justamente em oposição ao de “Os Vencidos da Vida”, de que participava no seu momento Eça de Queiroz. Essa vida nocturna lisboeta de que o Basílio tanto se queixava (falamos do do seu romance O primo Basílio ) por falta de locais onde poder desfrutar, e que nestes se tornava todo o contrário, dispostos a extrair daquela vida capitalina...
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