Ricardo Carvalho Calero nascera em 1910. Com motivo do centenário do seu nascimento, um grupo de pessoas chefiadas polo amigo Andrés Santalla, decidiu homengeá-lo fazendo umha adaptaçom em vídeo de duas das suas obras narrativas. Desta maneira nascêrom As pitas baixo a chúvia, título homónimo ao continho que publicara em 1952, e O lar de Clara, igualmente homónima da novela que, ainda que escrita na década de cinquenta, só veria a luz em 1984, graças ao volume Narrativa Completa, em Ediciós do Castro. Eis, portanto, as duas curtametragens, numha das quais me honro participar, junto aos meus dous filhos, Gala e Alexandre.
Capa do romance "Equador" 1.- ARGUMENTO : Luís Bernardo Valença pertence à alta burguesia lisboeta. Seu pai deixa-lhe em herança a posição de sócio principal de uma companhia de navios que fazem diferentes rotas comerciais. Estamos a falar da Companhia Insular de Navegação, encarregada de transportar cargas e passageiros entre a ilha da Madeira, as Canárias, o arquipélago dos Açores e o Cabo Verde. A vida do homem é regalada, despreocupada, entregue ele às reuniões e tertúlias com pessoas da boa sociedade lisboeta. Goza da amizade, por exemplo, de Bernardo de Pindela, conde de Arnoso, o qual faz parte do grupo de “Os Sobreviventes”, justamente em oposição ao de “Os Vencidos da Vida”, de que participava no seu momento Eça de Queiroz. Essa vida nocturna lisboeta de que o Basílio tanto se queixava (falamos do do seu romance O primo Basílio ) por falta de locais onde poder desfrutar, e que nestes se tornava todo o contrário, dispostos a extrair daquela vida capitalina...
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